Por que os Tamanduás-bandeira têm a boca tão comprida?
- 17 de mai. de 2016
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Para começo de conversa, não é só a boca do tamanduá-bandeira que é comprida, ele é todo comprido! Mas, acredite os antepassados dos tamanduás não eram assim. Esse animal foi adquirindo essa característica ao longo dos muitos milhares de anos, num processo de transformação que se dá de forma lenta e gradual que é chamado de evolução. Essas adaptações ou mutações que resultaram no tamanduá-bandeira com a aparência que conhecemos hoje. Dessa forma, as modificações que aconteceram afetaram o material genético dos ancestrais dele, ou seja: os genes do animal, que são estruturas contidas nas células de qualquer ser vivo que guardam o que podemos chamar de código de suas características físicas (DNA) e começaram a sofrer mudanças. Com isso, alguns filhotes passaram a nascer um pouco mais compridos a boca e o corpo um pouquinho.
Provavelmente, o fato de a boca ser mais “esticada” permitiu que esses animais tivessem acesso a novas fontes de alimento. Assim, esses filhotes mostraram maior capacidade de sobreviver do que os outros. Estavam, portanto, mais bem adaptados ao meio em que viviam. Como consequência, ao se reproduzirem, acabavam deixando uma quantidade maior de descendentes, sendo esses com a boca mais alongada. Então, ao longo de algumas gerações, o número de animais com a boca um pouco mais alongada foi aumentando até que toda a espécie estivesse dominada por animais com tais características. A esse tipo de situação os cientistas chamam de seleção natural, que é um processo que seleciona os animais mais aptos para sobreviver em seu habitat e transmitir seus caracteres para suas próximas gerações. Esse processo se repetiu algumas vezes e, em cada uma delas, o resultado foi à população dos ancestrais do tamanduá-bandeira se modificando. Ao mesmo tempo, esses animais se especializaram em se alimentar de insetos, como formigas, cupins, larvas e entre outros, que se localizavam em grande parte de subsolos, como em formigueiros e cupinzeiros, também encontrados em buracos em troncos de árvores, em resposta a essa necessidade, sua boca foi se alongando ainda mais a cada geração.
Quando todas essas características se estabilizaram em uma população de animais que hoje conhecemos como tamanduás-bandeira, a espécie estava definida. Assim como os tamanduás-bandeiras, todos os seres vivos, inclusive nós, humanos, são resultado de processos evolutivos. Cada vez que os indivíduos se reproduzem, pequenas alterações no material genético (DNA) acontecem espontaneamente. Portanto, podemos dizer que estamos todos em constante evolução.












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